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SÃO SILVESTRE DE LISBOA - RESCALDO

Inês Vaz de Oliveira

Autora da página Correr com Anemia

Data de publicação: 02/01/2018

Agora que tudo acalmou e estão a tomar consciência que estão de volta à rotina...é, finalmente, tempo de fazer o balanço daquela que foi a 10ª São Silvestre de Lisboa.

 

E parece que finalmente vou dizer bem de uma prova e respectiva organização. Temo que muitos de vocês já pensavam que o defeito estava em mim. Quero crer que não.

 

Começo pelos pontos negativos: Ao que parece esgotaram alguns tamanhos das camisolas. A solução do problema pode passar por deixar os atletas escolherem, no acto da inscrição, o tamanho desejado.

 

Outro ponto negativo (e não culpa da organização) foi a falta de civismo por parte de alguns atletas que insistiam em dar cotoveladas em cada ultrapassagem feita e ainda a falta de noção de alguns “turistas” que acabavam por se colocar à frente dos atletas para assim conseguirem passar para o lado aposto dos passeios.

O civismo é bonito. A sério. Pratiquem que vale a pena.

E já nem falo (muito) nos atletas que (...segundo consta...) conseguiram dar meia volta na subida da Av. da Liberdade e cortar uns quilómetros à prova. Fica na consciência de cada um e cada um sabe o motivo de o fazer.

 

Pontos positivos:

Ao contrário de outras provas, deram alfinetes (bem sei que corredor que se preze tem uma colecção privada destes apetrechos) que dão sempre jeito para prender os dorsais.

 

Outro aspecto muito positivo foi o facto de haverem blocos de partida. Não sendo eu das atletas que se mete à frente e atrapalha quem quer, de facto, correr a ritmos que me deixariam pronta para entrar nas Urgências, há muito atleta que se atrasa e parte atrás quando deviam era estar à frente. Estes acabam por perturbar quem quer ir (“querer” não é o verbo mais correcto, mas vamos deixar assim) mais devagar.

Evitou confusões e fez com que se alcançassem melhores tempos.

 

Gostei ainda do facto de, nesta prova, participarem tantos nomes conhecidos da nossa praça ligados ao Atletismo nacional e transformarem a prova numa espécie de “guerra dos sexos”.

 

Outro ponto positivo: Dorsais personalizados. Sempre bonito de se guardar como recordação e forrar, um dia mais tarde, uma parede (fica a dica. De nada.)

 

Gostei do percurso e do facto de haver muita gente na rua (embora a maior parte nada dissesse ou apoiasse.) Mas é bonito ver uma moldura humana nas ruas de Lisboa a observar quem corre. Provavelmente estavam, em pensamento, a chamar-nos maluquinhos. E, de facto, não está longe da verdade.

 

Houve animação (vi pelo menos duas bandas) e muito espírito competitivo rodeado, ainda assim, de companheirismo e amizade.

E, embora não tenha participado nas edições anteriores quer-me parecer que a prova ganhou imenso em mudar a hora da prova para mais tarde. Correr em Lisboa de noite, com as luzes de Natal ligadas, é algo mágico.

 

Uma prova que estará certamente na minha lista de 2018.

Excelente organização. Parabéns!

Inês Vaz de Oliveira (Correr com Anemia)

(fotos de São Silvestre Lisboa)

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