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GRANDE PRÉMIO PENICHE A CORRER - RESCALDO

Inês Vaz de Oliveira

Autora da página Correr com Anemia

Data de publicação: 15/01/2018

14 de Janeiro: o dia em que a Capital da Onda se transformou na Capital do Atletismo e Amizade.

 

Tentarei ser imparcial na minha crítica. Não é segredo para ninguém que adoro a terra. E cada vez mais gosto da equipa de Peniche. Tenho bons motivos para isso. Mas hoje o tema são os aspectos técnicos da prova e irei começar, desde já, pelos pontos negativos:

 

1- Apesar de haver indicação expressa que a circulação automóvel somente retomaria pelas 12:30h a verdade é que por mais que uma vez vi automóveis passar por mim. Para além de perigoso, não é desejável que ocorra. Sem dúvida que é um aspecto que deve ser repensado e analisado.

 

2- A medalha. Embora pessoalmente nada tenha a dizer e a ache até bastante gira, a verdade é que ouvi, desde a sua apresentação, críticas quanto ao material em que é feita. São opiniões e no que toca a medalhas a verdade é que será sempre difícil agradar a todos.

 

Pontos positivos:

 

1- O percurso. A vista era excepcional e de cortar a respiração e contrastava com a dificuldade do percurso. Não era uma prova fácil (mas também não era das mais duras). Exigia preparação, algum treino e capacidade de tentar sorrir e fazer uma cara “normal”, ao mesmo tempo que os fotógrafos (sacanas) nos iam captando nas subidas da marginal (que de carro se fazem tão bem!)

 

2- O facto da prova ter praticamente os 10km. Falhou por escassos metros o meu relógio.

 

3- O ambiente. A cidade de Peniche é conhecida, cada vez mais, por saber acolher os atletas. Confesso que esperava menos apoio, dado ser uma prova nova e os habitantes poderem não estar a contar com a mesma. Mas não. Em cada esquina havia um sorriso. Uma palavra de apoio. Havia até quem estivesse à beira de casa a dar água aos atletas. Isto sim, é bonito. Metam os olhos nisto..!

 

4- Animação! Junto ao Cabo Carvoeiro, havia um pequeno grupo a tocar tambores. Animados e com um grande sorriso para oferecer, foi um bom incentivo antes da parte mais dura da prova.

 

5- A equipa da terra. O grupo Peniche a Correr existe há 3 anos. E se Peniche viveu durante muitos anos virado para o Surf, parece que começa a dar cartas noutras áreas, graças a um grupo de pessoas que acredita que o atletismo une corações. Ao Mário e à Vânia o meu obrigada por acreditarem na terra e por se terem desafiado nestes anos a correr e a fazer correr as pessoas dessa linda Cidade.

 

6- Os Brindes. Cada vez mais fico desapontada com os kits de participação. Nesta prova recebemos medalha, tshirt, chip, saco do kit, água aos 5km e no fim, fruta, bolos/bolachas, e sorrisos. Dado o preço da prova (7€ na primeira fase) achei bastante razoável.

 

7- Prémio para a equipa mais numerosa. É sempre engraçado haver alguma picardia e competição no que toca a corridas. Desde que seja saudável, porque não?!

 

8- Última atleta a chegar! O momento mais bonito do dia. Um mar de gente a acolher e a correr junto da última atleta enquanto esta se aproximava da meta. Magnífico gesto. São estes momentos que o atletismo deve preservar. É bom correr, mas é ainda melhor fazer amizades através da corrida.

 

Escusado será dizer que adorei a prova e espero que existam mais edições da mesma. Os meus parabéns pela dedicação, pelo esforço e sobretudo pela arte de bem receber. Estarei certamente lá para o ano.

Inês Vaz de Oliveira (Correr com Anemia)

(fotos próprias e de Peniche a Correr)

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