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SÃO SILVESTRE DE OVAR

Nádia Santos

Autora do blog Running vs Science

Data de publicação: 18/12/2017

Foi num fim de tarde bem geladinho que decorreu a 4ª São Silvestre de Ovar… Ou poderei dizer “A prova mais doce do ano?”. Não é segredo algum que o pão-de-ló de Ovar é uma das melhores iguarias tradicionais portuguesas, um presente que todos os participantes puderam receber.


Mas não apenas de pão-de-ló se faz esta corrida da cidade de Ovar. Conhecida por ser uma boa prova para tempos, não desiludiu na fama, já que vários atletas com quem tive o prazer de conversar conseguiram bater os seus recordes pessoais. É na verdade, uma prova rápida com retas longas e velozes! Mas desengane-se quem acredita que a prova não tem subidas... Porque tem! No entanto, pode-se dizer que as subidas são praticamente rampas de curtas distâncias, nas quais o atleta consegue visualizar, na sua maioria, o fim das mesmas tornando mais fácil a gestão de ritmo e até mesmo a gestão “psicológica”. Claro está que, para tornar a prova mais desafiante, a meta fica no fim duma subida! Mas há que queimar aquela caloria extra para ganhar espaço para o pão-de-ló, não é verdade?


A organização, no meu ponto de vista, falhou na gestão dos atletas. Não é justo estarmos meia hora ao frio para ficar na linha da frente e de repente começarem a surgir atletas a saltarem as grades como se não houvesse amanhã! Não houve qualquer controlo nesse sentido, o que achei uma falta de respeito para com os atletas que prescindiram dum melhor aquecimento para poderem partir mais na frente. Para além disso, numa prova que contou com cerca de 1300 atletas, poderia ter havido uma melhor gestão na entrega de medalhas, já que posso afirmar que demorei mais de 10min a sair da meta para receber a minha e acabei por quase morrer na geada. No entanto, tenho a salientar a simpatia do senhor responsável pelas classificações, que teve a santa paciência de procurar dezenas de dorsais nos registos, porque nós atletas estávamos uns verdadeiros chatos (eu inclusive).


Considero os brindes/abastecimentos um tópico muito importante numa prova. Porquê? Bem, porque verdade seja dita, as provas estão caríssimas! Portanto, uma prova com bons abastecimentos e brindes finais compensam bastante! Nesta prova, tivemos na minha opinião e para começar, água na altura certa. Aliás, lembro-me perfeitamente de que quando vi a banca das águas de pensar “Já??”. Para além disso, no fim da corrida, os atletas tiverem direito a fruta (banana e laranja); água claro; barras Herbalife e barras de linhaça e mel! Brindes que trouxe com todo o gosto para casa. Já para não mencionar novamente o pão-de-ló! Atletas que vivem longe de Ovar acreditem, pão-de-ló tradicional ainda é carote! Mas delicioso...


Não deixo de querer repetir a prova apesar dos pontos negativos mencionados… É sem dúvida uma excelente prova para tempos e na época natalícia, todas as cidades valem a pena serem visitadas.


Até para o ano, vou voltar por mais um pão-de-ló e esperemos um novo recorde. 


Nádia

(fotos de Papa Kilometros e Nádia Santos)

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