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CORRIDA SEMPRE MULHER - RESCALDO

Inês Vaz de Oliveira

Autora da página Correr com Anemia

Data de publicação: 29/10/2017

Começo este texto por alertar que não vou passar panos quentes e poupar nas críticas somente pelo cariz solidário da prova.

 

Se há que louvar estas iniciativas e agradecer a quem as organiza e as patrocina, também há que apontar os erros cometidos, para se tentar melhorar no futuro. É assim que penso.

Vamos então começar pelo momento zero da prova: o levantamento dos dorsais.

Este ano o levantamento foi feito na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, deixando de ser junto ao Centro Comercial Vasco da Gama.

E, apesar de não me ter afectado a mudança, soube de muitas participantes que não encontraram facilmente o local.

Relativamente à corrida em si, percebi há dias atrás, aquando do recebimento de um mail a explicar onde seria a entrada para quem ia correr, que o erro cometido nos anos anteriores ia voltar a acontecer, e por isso a expectativa acabou por ser baixa e não posso dizer que me tenha desiludido por esse mesmo motivo.

Num evento em que o aquecimento é dado num palco somente para quem vai caminhar, deixando completamente de parte quem vai correr, só merece uma palavra: lamentável!

 

Caso não saibam, quem corre precisa tanto ou mais de aquecer. Também “fazemos e praticamos disso”, caso a organização não se tenha ainda apercebido desse facto.

E também nós, corredoras, gostamos do Tony (nem acredito que escrevi isto...) e gostaríamos imenso de saber qual o valor que foi junto pelo evento para oferta às Instituições escolhidas.

Enfim.
Mais um ano e sempre os mesmos erros.

Fica aqui o conselho de colocarem, pelo menos, o padrinho da prova, a dar o tiro de partida na corrida.

(Pelo menos sempre víamos o senhor.)

A prova em si é agradável. O ambiente é incrível.
O que não foi bonito foi o calor que estava.
Começar a correr às 10h30, sendo que ontem houve mudança de hora, com o calor que estava é estar a pedir que algo corra mal numa prova que junta novos e idosos.

 

O percurso (relativamente ao do ano passado) manteve-se o mesmo, o que significa que os 4,8km que o relógio marcou no ano passado, repetiram-se este ano. É pena.

Corremos em piso de cimento, gravilha e tábuas.
Correr em gravilha não é o mais agradável, mas não vou ser picuinhas ou piegas (como diria o outro) e vou deixar esse pormenor passar.

O que não posso deixar passar é o facto de insistirem em colocar-nos a passar por um piso de tábuas, em que jogamos a nossa sorte em não pisar a errada e culminar em desgraça. (Talvez num ano que chova percebam a sorte que andam a ter...)

 

A água foi dada no momento certo (2km), mas considero que existiram poucos caixotes para colocar as garrafas, posteriormente.

Mas calma que nem tudo foi mau..!
Juntou-se dinheiro para a ajuda ao combate ao Cancro da Mama (gostava de saber quanto, mas não sei pelos motivos antes referidos); alertaram-se consciências; recebemos granola “à borla” (carregada de açúcar); pudemos experimentar bebidas da Gold Nutrition; vimos, no percurso, a actuação de duas tunas (uma masculina e outra feminina) que tão alegres nos receberam; recebemos massagens e uma flor (embora não tenham chegado para todas) e pudemos ainda verificar o nosso índice de gordura corporal e a tensão arterial num dos stands dos patrocinadores ali presentes.

No final ficámos mais felizes, a saúde e o bem-estar agradecem. E isso vale tudo. Vale por todos os erros cometidos na corrida e na caminhada, faz-nos voltar para o ano e voltar a criar a mancha cor-de-rosa que tanto nos faz orgulhar. 

 

Até para o ano!

Inês Vaz de Oliveira
(Correr com Anemia)

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